terça-feira, 18 de junho de 2013

Previa do Livro - Controlando o Ceratocone - Dr. Renato Neves



O ceratocone é uma doença da córnea com origem hereditária que acomete o adolescente ou adulto jovem. Foi descrito inicialmente na Alemanha em 1748 por Mauchard.
Caracteriza-se pelo afinamento e aumento de curvatura, levando ao aparecimento de miopia e elevado grau de astigmatismo irregular e acentuada baixa da acuidade visual.
Os sintomas apresentados pelo paciente no início da doença são desconforto visual, dor de cabeça, fotofobia, baixa da acuidade visual e troca frequente das lentes dos óculos. Nas fases mais avançadas a correção visual com óculos já não resolve e as lentes de contato passam a ser a opção para correção da visão. Entretanto a tolerância às lentes é baixa e a adaptação às mesmas é difícil e, às vezes, impossível.
O ceratocone tem associação frequente com alergia e o prurido ocular pode ser um fator para a progressão da doença.
Em geral, quanto mais precoce o seu aparecimento, pior o prognóstico.
Podemos classificar o ceratocone em 4 graus evolutivos de acordo com a severidade da doença. Assim nos estágios iniciais não existem alterações ao exame clínico, senão a baixa da visão com óculos. Nos estágios mais avançados, as alterações são evidentes e consistem no afinamento e aumento de curvatora da córnea, com aparecimento de opacidades e baixa acentuada da acuidade visual. A visão só é possível com lentes de contato.
Até poucos anos o tratamento do ceratocone consistia na prescrição de óculos ou lentes de contato e quando estes métodos não surtiam mais efeito, o transplante de córnea seria a única solução possível.
Atualmente, com o desenvolvimento de novas tecnologias, o transplante de córnea é realizado somente como último recurso. Dependendo do estágio do ceratocone e a sua progressão, o especialista definirá qual a melhor opção em cada caso.

Com o surgimento dos anéis corneanos de Ferrara, é possível recuperar estes pacientes ainda nas fases iniciais, postergando ou eliminando a necessidade do transplante de córnea.
O diagnóstico do ceratocone tem aumentado muito nos últimos tempos devido a um número cada vez maior de pacientes que procuram a cirurgia refrativa com Excimer Laser e ao fazê-lo submete-se ao exame de topografia corneana. Este exame mostra a forma da córnea e por isso permite identificar de imediato o ceratocone.


Anel Intracorneano 
Com o surgimento dos anéis corneanos de Ferrara é possível recuperar estes pacientes ainda nas fases iniciais, postergando ou eliminando a necessidade do transplante de córnea


O anel intracorneano é uma órtese de formato semicircular de espessuras variáveis, com 5 ou 6 mm de diâmetro, confeccionada em acrílico, que é o mesmo material utilizado na confecção de lentes intra-oculares.

Mais de300 mil pacientes já colocaram o anel corneano para o ceratocone. 
Está indicado, principalmente nos portadores de ceratocone de qualquer faixa etária, intolerantes a lentes de contato ou com irregularidades acentuadas da córnea. É também indicado para correção de deformidades corneanas como ectasias pós Lasik e PRK, astigmatismo irregular pós transplante de córnea e degeneração pelúcida.
É uma técnica reversível, que pode ser ajustada em caso de correção inadequada, através da sua troca. O anel poderá ser removido em qualquer época sem prejuízo para saúde da córnea. A cirurgia é realizada sob anestesia local.
O anel corrige a irregularidade da curvatura corneana  através do fortalecimento da córnea, corrigindo a sua asfericidade, melhorando o conforto e a visão. Não apresenta rejeição e é uma cirurgia rápida e indolor, permitindo assim uma recuperação rápida e a volta do paciente ás atividades normais em pouco tempo.
Hoje o anel é calculado de acordo com os mapas de curvatura e espessura corneana, sendo inseridos com precisão micrométrica na profundidade determinada. Os riscos são mínimos. Como em qualquer cirurgia pode ocorrer infecção. Neste caso, o anel deverá ser removido e pode ser reimplantado posteriormente. Não há perigo de rejeição. A cirurgia não impede ou prejudica o transplante de córnea. As complicações são mínimas e o mais importante, reversíveis. A reabilitação visual é rápida, mas a estabilização ocorre a partir do terceiro mês. É normal, neste período, o paciente apresentar flutuação na visão. 
É aprovado pela FDA nos Estados Unidos e foi recentemente incluído pela Anvisa nos Rols de obrigatoriedade de correção por planos de saúde no Brasil.
O nosso centro é pioneiro no uso do laser Intralase para fazer os canais e a incisão para inserir os segmentos de plástico, este torna uma técnica muito mais segura e mais simples para o paciente em comparação com a técnica mecânica que envolve a utilização manual de lâminas de metal.

Crosslink de Córnea

O crosslinking da córnea é um tratamento cirúrgico desenvolvido com a finalidade de aumentar a resistência da córnea, aumentando sua estabilidade. O objetivo é estabilizar a progressão do ceratocone e com isso retardar ou, até mesmo, evitar um futuro transplante de córnea.

O procedimento está indicado para pacientes portadores das chamadas ectasias corneanas, como ceratocone e degeneração marginal pelúcida. O tratamento também pode ser realizado em pacientes previamente submetidos a outras cirurgias na córnea. O crosslinking corresponde ao processo de fortalecimento de uma estrutura pela indução de ligações covalentes entre as moléculas de um mesmo material ou órgão.

No crosslinking da córnea, haverá um fortalecimento das fibras de colágeno (que representam as pontes de sustentação da córnea). Com o aumento da resistência corneana, diminui-se a elasticidade da córnea e, com isso, reduz a chance de progressão do abaulamento corneano, responsável pelo alto astigmatismo e baixa da visão.

A córnea com fibras de colágeno menos unidas é mais frágil (deformável) em comparação com a córnea com fibras de colágeno mais unidas (após o crosslinking).
Fortalecimento da Córnea após a cirurgia de Crosslinking, pela maior união das fibras de colágeno conforme ilustração abaixo.

O crosslinking da córnea, apesar de ser considerado uma técnica recente, já é realizada há mais de 8 anos na Europa. Atualmente o procedimento vem sendo realizado rotineiramente nos principais países da Europa e também no resto do mundo, aprovado pelo FDA Estados Unidos.

Estima-se que mais de 100 mil portadores de ceratocone já se beneficiaram com o tratamento pelo crosslinking no mundo. O procedimento cirúrgico é simples e minimamente invasivo, sendo realizado somente com anestesia tópica (colírios). A duração do tratamento mais avançado é de aproximadamente 15 minutos e não há necessidade de internação, jejum ou repouso após a realização.
A técnica consiste na aplicação de um colírio a base de riboflavina (vitamina B), a qual é ativada por meio de um feixe especial de luz ultravioleta, determinando a contração e união das fibras de colágeno, o que resulta no aumento da resistência estrutural da córnea. Dessa forma, as chances de progressão do ceratocone são minimizadas, muitas vezes retardando e até mesmo evitando um futuro transplante de córnea. Dezenas de estudos já foram publicados até o momento, confirmando a eficácia e segurança do crosslinking da córnea.


Paciente sendo submetido a cirurgia de Crosslinking da Córnea:

Entretanto, é necessária uma detalhada avaliação para identificar os pacientes que apresentaram maior benefício com o tratamento. Os maiores beneficiados são geralmente os pacientes que apresentam estágios leves à moderados da doença. Apesar de estar ainda classificado como experimental, no âmbito do Conselho Federal de Medicina, o tratamento com o crosslinking vem revolucionando o tratamento do ceratocone e traz uma grande esperança para os jovens portadores de ceratocone.


  









Transplante de Cornea

Em casos de curvatura avançada onde a visão não é corrigida com lentes de contato e não ha indicação de anéis ou crosslinking, indica-se o transplante de córnea. Os resultados são excelentes com uma taxa de sucesso superior a 97%. Os pacientes podem realizar LASIK ou PRK em seus transplantes após a cirurgia para se tornarem menos dependentes de óculos ou lentes de contato - muitos de nossos pacientes chegam a alcançar uma boa visão com esta combinação de procedimentos.



 Recentemente, o laser femtosegundo foi aprovado para a realização de transplante de córnea (também conhecido como IEK). Este é um dos maiores avanços na cirurgia de córnea nos últimos 30 anos. O resultado é um processo mais rápido, com recuperação mais rápida e menos astigmatismo e melhor visão. O Eye Care Hospital de Olhos ceratocone é um dos centros no mundo que agora usa esta tecnologia inovadora.




Ceratoplastia lamelar profunda (DALK)


O transplante é realizado preservando a camada interior da córnea chamada endotélio. Essa técnica diminui a probabilidade de rejeição.


Metodo CAP (Contour Ablation Protocol)


A experiência internacional tem mostrado que em pacientes que têm mais de 30 anos de idade, cuja visão é estável e cujas córneas com espessura suficiente, com a PRK podem obter resultados similares ao uso dos óculos. Normalmente associa-se o Crosslinking a essa modalidade.


Lentes intraoculares fácicas


Os pacientes com miopia mais alta associada podem se beneficiar destas lentes. São lentes próprias implantadas no interior dos olhos e que podem corrigir até 20 dioptrias.




Tratamento individual


A análise pelos especialistas do Eye Care Hospital de Olhos permite o uso de técnicas  cirúrgicas associadas, ou não, para resultar na melhor qualidade de visão e vida dos pacientes com ceratocone.


sábado, 20 de abril de 2013

CIRURGIA A LASER: Miopia, Astigmatismo e Hipermetropia



Erros de Refração
Nos olhos com grau, os raios são convergidos antes ou depois da retina gerando os chamados ERROS ou VÍCIOS DE REFRAÇÃO que podem levar à baixa de visão de longe, de perto ou de ambos e em alguns casos, cansaço visual, dores de cabeça, olhos avermelhados e lacrimejamento. Dentre os vícios de refração, temos miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Hipermetropia
A hipermetropia ocorre quando o olho é menor ou a córnea é mais plana e a imagem se forma depois da retina. Os hipermétropes têm dificuldade na visão de perto. Em graus mais elevados há dificuldade para longe também.



Miopia
A miopia ocorre quando o olho é maior ou a córnea é mais curva e os raios de luz são convergidos para um ponto antes da retina. Os míopes têm dificuldade de enxergar para longe.



Astigmatismo
No astigmatismo, a curvatura da córnea em um meridiano (eixo) é maior que no outro, semelhante a uma bola de futebol americano. Sendo assim, são formados mais de um ponto de foco (anterior ou posterior à retina). Pode ou não estar associado à miopia ou à hipermetropia. Geralmente leva à baixa de visão para longe, podendo também causar cansaço visual e dificuldade para perto.



Como funciona a cirurgia a LASER?
Na oftalmologia, o LASER usado é o EXCIMER, composto pelos gases argônio e fluoreto. Um feixe de luz invisível e sem calor é formado e, com o controle por computador, pode retirar camadas de tecidos com precisão microscópica, permitindo até esculpir um fio de cabelo.

Na miopia, o LASER é aplicado na área central da córnea retirando tecido para que haja o aplanamento desejado.
Na hipermetropia, realiza-se retirada de tecido na periferia da córnea, aumentando sua curvatura central.
No astigmatismo, o tratamento é realizado em áreas selecionadas da córnea, aplanando ou encurvando a região central.

Todo o procedimento é rápido e indolor levando cerca de 5 a 7 minutos por olho.

PÓS-OPERATÓRIO
No PRK, operamos um olho por vez devido a recuperação mais lenta que se dá por aproximadamente 1 a 2 semanas devido à cicatrização do epitélio, a qual é auxiliada por uma lente de contato terapêutica.


No LASIK, normalmente não há dor e a recuperação da visão se dá em algumas horas. Os dois olhos podem ser corrigidos no mesmo dia. Em ambas as técnicas, o resultado final é alcançado entre o 1o e o 3o mês após a cirurgia. A avaliação clínica no pré-operatório irá definir qual a melhor técnica para cada caso. A maior parte dos pacientes é submetida ao LASIK.


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quinta-feira, 7 de junho de 2012

Novas Tecnologias no Tratamento do Ceratocone

Novas Opções para o Tratamento do Ceratocone



Lentes de Contato




O ceratocone inicial pode ser corrigido com lentes de contato ou óculos. Apesar de alguns casos poderem ser com lentes gelatinosas, o resultado visual é pior. Varias lentes mais modernas como a híbrida, que tem a parte central mais rígida e a periférica gelatinosa e as esclerais estão disponíveis para um melhor resultado.

Devem-se tentar as diferentes opções em lentes de contato antes de se decidir por uma cirurgia. A intolerância a lente, com a possibilidade de uso por apenas poucas horas por dia pode ser causada por abrasões nas irregularidades da córnea.

 Outra razão é a presença de olho seco, frequente em pacientes com ceratocone.

Existem agora muitas formas de tratar os olhos secos para melhorar a tolerância a lentes de contato. Isto inclui a utilização de lágrimas artificiais, medicamentos que  aumentam a produção de lágrima e a utilização de oclusores de ponto lacrimal que preservam as lagrimas existentes, evitando a sua drenagem.

Às vezes uma opacidade pode surgir no ápice do ceratocone, aumentando a intolerância. Pode ser necessária a ceratectomia fototerapêutica (PTK) para remover essa opacidade e melhorar o conforto com lentes.


 Aneis intracorneanos.



Indicados para restaurar a asfericidade da cornea, levando ao seu aplainamento, pode melhorar a tolerância a lente de contato, melhorar a visão e adiar a necessidade de um transplante.

Esse método leva ao aplainamento da córnea indicado em curvaturas menores de 58 dioptrias.

Também é útil para os indivíduos portadores de ceratocone que querem melhorar a sua visão atual, com ou sem lentes de contato. Esta técnica envolve a inserção de dois segmentos de arco de acrílico especial na córnea. Este procedimento foi pioneiro há 18 anos na França, e está sendo feito rotineiramente por especialistas córnea em todo o mundo. É aprovado pela FDA nos Estados Unidos e foi recentemente incluído pela Anvisa nos Rols de obrigatoriedade de correção por planos de saúde no Brasil

 O nosso centro é pioneiro no uso do laser Intralase para fazer os canais para inserir os segmentos de plástico este torna uma técnica muito mais segura e mais simples para o paciente em comparação com a técnica mecânica que envolve a utilização de lâminas de metal.






Crosslinking de colágeno (CXL)




A tecnologia mais promissora para o tratamento de ceratocone é chamada Crosslinking de Colágeno  (CXL) com UVA que tem sido utilizado na Europa há mais de 10 anos e demostrou ser segura e eficaz para parar a progressão da Ceratocone. Este tratamento é recomendado para indivíduos com ceratocone progressivo ou ectasia após LASIK para estabilizar a córnea. Ela pode ser realizada associada ou não a aneis corneanos ou cirurgia a laser.

O procedimento é indolor, e é realizado como segue. A camada superficial (epitélio) da córnea é removida sob anestesia local. Gotas da Vitamina B6 – Riboflavina - são aplicadas na córnea até que penetrem na sua totalidade. A seguir  o olho do paciente é colocado sob um aparelho que emite luz UV a um comprimento de onda predeterminado durante aproximadamente 30 minutos. Durante este processo as ligações cruzadas, que ligam as fibras da córnea, são aumentadas, enrijecendo-a.

Uma lente de contato terapêutica é então colocada sobre os olhos e os pacientes são tratados com antibióticos e anti-inflamatórios em gotas e acompanhamento em uma base regular com seus médicos.

Muitos pacientes notam uma melhora em sua visão em 3 a 6 meses e os estudos europeus sugerem que apenas 5-8% dos pacientes precisam ser retratados.


Assista o video sobre CXL de Colageno

Transplante de córnea




Transplantes de córnea são a única opção para pacientes que tenham cicatrizes no centro da córnea ou que são intolerantes a lentes de contato porque suas córneas são muito curvas. Os resultados de transplantes de córnea são excelentes em pacientes com ceratocone com uma taxa de sucesso superior a 97%. Os pacientes podem realizar LASIK ou PRK em seus transplantes após a cirurgia e tornar-se menos dependentes de óculos ou lentes de contato - muitos de nossos pacientes chegam a alcançar 20/30 ou melhor visão com esta combinação de procedimentos.

 Recentemente, o laser femtosegundo foi aprovado para a realização de transplante de córnea (também conhecido como IEK). Este é um dos maiores avanços na cirurgia de córnea nos últimos 30 anos. O resultado é um processo mais rápido, uma recuperação mais rápida e menos astigmatismo com uma melhor visão. O Eye Care Hospital de Olhos ceratocone é um dos poucos centros no mundo que agora usa esta tecnologia inovadora.



Ceratoplastia lamelar profunda (DALK)


O transplante e realizado, preservando a camada interior da córnea chamado endotélio. Essa técnica diminui a probabilidade de rejeição.



Metodo CAP (Contour Ablation Protocol)




A experiência internacional tem mostrado que, em pacientes que têm mais de 30 anos de idade, cuja visão é estável e cujas córneas com espessura suficiente que obter resultados similares com a PRK como iria ficar com os óculos. Normalmente associa-se o Crosslinking a essa modalidade.





Lentes intraoculares fácicas




Os pacientes com miopia mais alta associada podem se beneficiar destas lentes. São lentes próprias implantadas no interior dos olhos e que podem corrigir ate 20 dioptrias.



Tratamento individual


A analise pelos especialistas do Eye Care Hospital de Olhos permite o uso de técnicas  cirurgias associadas ou não para resultar na melhor qualidade de visão e vida dos pacientes com ceratocone.

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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Tipos de Lentes Intraoculares

Lentes Intraoculares

A precisão do cálculo das lentes intraoculares através da medida das estruturas dos olhos com aparelhos baseados em interferometria a LASER ( IOL Máster – Zeiss) e formulas matemáticas que permitem a correção dos erros de refração e diminuição da dependência de óculos e lentes de contato.

Novas tecnologias em lentes contribuem também para essa possibilidade. A técnica de correção dos erros chama-se Cirurgia de Catarata Faco-Refrativa.

Tipos de Lentes

As técnicas modernas de micro incisão sempre necessitam de uma lente dobrável que hoje dia e inserida por menos de 2,4mm. Injetores especiais em forma de seringa, injetam estas lentes. A técnica antiga de cirurgia de catarata – Extra-Capsular utiliza lentes rígidas de 5 a 7mm de diâmetro e necessita de suturas e levam a uma recuperação lenta e astigmatismo.


Lentes Monofocais

Esféricas: Lentes com óptica normal calculadas para a correção do grau para longe ou perto.

Asféricas: Lentes que não possuem aberrações na sua periferia, com grau semelhante em toda a sua superfície melhorando em muito o contraste e a visão noturna. Esta tecnologia se assemelha as lentes de câmeras fotográficas de alta definição e utilizadas no telescópio Hubble.

Tóricas: Lentes com diferentes curvaturas, calculadas para a compensação do astigmatismo corneano.

A escolha da lente e realizada pelo médico e pelo paciente antes da cirurgia de forma definitiva, pois não deve ser trocada após a sua implantação.

Lentes para Correção da Presbiopia

Multifocais: Tem dois pontos de foco distintos para longe e perto através da tecnologia de apodização. Um dos efeitos colaterais e a presença de reflexos ao redor das luzes principalmente a noite.

Acomodativas:  Simula o movimento natural do cristalino chamado acomodação.  A contração do músculo ciliar movimenta a lente para frente focando ate duas dioptrias. 


domingo, 13 de novembro de 2011

TRATAMENTOS DE DOENCAS DA RETINA COM INJECOES INTRAVITREAS


As injecoes intra-vitreas de medicamentos sao uma opcao para o tratamento de diversas doencas da retina, com tratamento localizado e concentrado diretamente na regiao das mesmas.

MEDICAMENTOS ANTI-VEGF

O uso de medicamentos anti-VEGF (AVASTIN - LUCENTIS - MACUGEN) revolucionou a oftalmologia nos últimos 5 anos. Estes medicamentos bloqueiam o VEGF-A” (fator de crescimento endotelial vascular A)


O Avastin® foi inicialmente aprovado pela FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para o tratamento do câncer colo-retal metastático. 

Várias investigações científicas confirmaram que o “VEGF” é uma das causas de crescimento anormal e/ou permeabilidade anormal dos vasos sanguíneos que provocam doenças da retina.

Novos medicamentos como o LUCENTIS(Ranibizumab), MACUGEN (Pegaptanib), com o mesmo objetivo do Avastin para o tratamento de doenças  da retina caracterizadas pela presença de:

-membrana neovascular sub-retiniana (vasos sanguíneos anormais que crescem sob a retina);
-neovascularização intra-ocular (vasos sanguíneos anormais que crescem sobre a retina, disco óptico, íris, ângulo da câmara anterior) e
-edema macular (inchaço na área central da retina, a mácula).

O tratamento de doenças da retina com Avastin® tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas.

Administração do medicamento

O procedimento deve ser feito em hospital, centro cirúrgico ambulatorial ou clínica oftalmológica especializada por médico especialista.

Após anestesia local e medidas de assepsia e anti-sepsia, o medicamento é injetado dentro do olho, no vítreo (substância gelatinosa do segmento posterior do olho). Avastin® é administrado em intervalos regulares, a cada quatro a seis semanas, durante um período de tempo necessário para atingir o objetivo do tratamento. Pode haver necessidade de novos tratamentos, conforme a evolução da doença.

Tratamento de Degeneração Macular Exsudativa

Lucentis® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento da DMRI exsudativa. 

Os estudos clínicos MARINA, ANCHOR e PIER, com mais de 1.300 pacientes com DMRI exsudativa, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue estabilizar a visão em 90 a 96% dos casos (comparado com 64% na terapia fotodinâmica com verteporfina) e consegue melhorar a visão em 34 a 40% dos casos (comparado com 6% na terapia fotodinâmica com verteporfina). 
O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® durante um ano. Apesar de menos efetivos, esquemas alternativos com menos injeções de Lucentis® podem ser realizados e demonstraram-se melhores do que a evolução natural da doença.

Tratamento de Oclusões Venosas da Retina

Lucentis® foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento de edema macular decorrente de oclusão da veia central e oclusão de ramo venoso da retina.

Os estudos clínicos CRUISE e BRAVO, cada um com mais de 390 pacientes com edema de mácula devido a oclusões venosas da retina, demonstraram que o tratamento com Lucentis® consegue melhorar a visão de maneira significativa em 48 a 61% dos casos (comparado com 17 a 29% nos grupos tratados com placebo). 

O tratamento preconizado inclui injeções mensais de Lucentis® por  6 meses.

TRIANCINOLONA

Características e indicações

Os corticosteróides são hormônios que ocorrem naturalmente no organismo e que possuem atividade anti-inflamatória. A Triancinolona é um um corticosteróide sintético (anti-inflamatório esteroidal) bastante utilizado em Oftalmologia para injeções perioculares e intra-oculares. 

Baseados nos resultados de estudos clínicos nos quais foram demonstradas a sua segurança e eficácia, Triancinolona foi aprovada pela FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) para injeção intra-ocular no tratamento das seguintes doenças oculares: uveítes, doenças inflamatórias oculares resistentes ao tratamento com colírios de corticosteróides, oftalmia simpática e arterite temporal; além da utilização durante cirurgia de vitrectomia para melhorar a visibilidade do humor vítreo. Seu uso em outras doenças dos olhos é denominado “off-label” nos EUA.

Inúmeras investigações científicas confirmaram que a presença de inflamação é uma das causas de permeabilidade anormal dos vasos sanguíneos que provocam doenças da retina. 

Oftalmologistas têm utilizado Triancinolona para o tratamento de várias doenças da retina que se caraterizam por:
-edema macular (inchaço da área central da retina, a mácula) e 
-membrana neovascular sub-retiniana (vasos sanguíneos anormais que crescem sob a retina).

Além disso, o tratamento de doenças da retina com Triancinolona tem mostrado resultados benéficos, com potencial para diminuir a perda visual e, algumas vezes, até mesmo melhorar a visão dos pacientes dependendo do tipo de doença, gravidade e duração dos sintomas. 

Administração do medicamento

O procedimento deve ser feito em hospital, centro cirúrgico ambulatorial ou clínica oftalmológica especializada por médico especialista.

Após anestesia local e medidas de assepsia e anti-sepsia, o medicamento é injetado dentro do olho, no humor vítreo (substância gelatinosa do segmento posterior do olho).  Pode haver necessidade de novas injeções de Triancinolona, conforme a evolução da doença.

Assista o video produzido pela Novartis sobre o Lucentis